Arquidiocese celebra os 127 anos de nascimento de Genésia Fontes, fundadora do Oratório de Bebé


Setembro possui um profundo significado para os que fazem o Oratório Festivo São João Bosco (Oratório de Bebé), uma das mais expressivas obras sociais e educativas da Igreja particular de Aracaju. Neste mês, são recordados o aniversário de nascimento e o ingresso na glória celeste de Genésia Fontes, personagem de grande relevo na história de Aracaju, mais conhecida como Mãezinha Bebé ou simplesmente Dona Bebé, fundadora da obra que também recebeu o seu nome.

Na última sexta-feira, 22, o Arcebispo Metropolitano, Dom João José Costa, celebrou uma missa pelos 127 anos de nascimento daquela que ficou conhecida como apóstola das crianças, adolescentes e famílias pobres. Ela nasceu em 22 de setembro de 1890, em Riachão do Dantas, e faleceu em 14 de setembro de 1960, em Aracaju.

Segundo o Arcebispo, Dona Bebé tinha “um coração sensível aos pobres, uma vida inspirada no sonho de Dom Bosco”. Desde criança, sentiu-se tocada pelo trabalho heroico do fundador da grande família Salesiana em favor dos pequeninos e humildes. Seu sublime apostolado de assistência social começou quando tinha 22 anos de idade, mais precisamente quando da chegada de sua família a Aracaju.

Como São João Bosco, Genésia renunciou ao direito de constituir uma família, para entregar-se de corpo e alma no cuidado aos mais necessitados, especialmente meninas pobres, muitas delas abandonadas, oferecendo, incansavelmente, um precioso trabalho de catequese.

Incentivada pelos salesianos, especialmente pelo então diretor do Colégio, o padre Aníbal Lázzari, Bebé foi amplificando cada vez mais a sua missão. As aulas de catecismo, que eram dadas embaixo de um frondoso oitizeiro, no Carro Quebrado, hoje rua Zaqueu Brandão, foram transferidas para uma choupana construída no terreno onde foi implantado o oratório, no dia 16 de agosto de 1914.

Há registros de que em 1918 cerca de 300 meninas pobres procuravam os ensinamentos de Genésia. Por conta dessa grande demanda, sentiu-se a necessidade de fundar um orfanato, tendo como padroeiro São João Bosco.

Superando obstáculos, que não foram poucos, Bebé viu a sua obra crescer expressivamente. Nesse sentido, muitas mãos se somaram, autoridades municipais e estaduais, pessoas sensíveis da sociedade sergipana. Um dos grandes apoiadores foi o senador Lourival Fontes, irmão de Genésia.

Na década de 1950, vendo as forças se esvaírem, Bebé buscou o auxílio do bispo Dom Fernando Gomes para que este indicasse uma congregação religiosa a fim de assumir os cuidados do Oratório. Essa missão foi atribuída às Irmãs Camilianas, que vieram da Itália, em março de 1952. Feliz com a manutenção e o fortalecimento de sua obra, Genésia ainda conviveu por mais oito anos com as Ministras dos Enfermos de São Camilo.

No dia 14 de setembro de 1960, aos 70 anos de idade, Genésia Fontes foi vítima fatal de um acidente automobilístico, na Rua João Pessoa. Ela ainda foi levada ao Hospital Cirurgia, mas não resistiu.

Hoje, o Oratório de Bebé mantém, com a gestão da Fundação Augusto Franco, uma escola para 188 crianças, até o ensino fundamental 1; um pensionato, que atende de 12 senhoras, além do Memorial de Dona Bebé, aberto para visitação.

A foto que ilustra esta matéria foi extraída da capa do livro “Mãezinha Bebé, a apóstola de Deus”, da Ir. Arlinda Roberto Cruz.


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