Segunda Semana do Advento


Entramos na segunda semana do Advento. Continuamos a nos preparar para receber Jesus Cristo.

Para recebê-Lo com o coração aberto, a fim de abraçar os irmãos, neles vendo a pessoa do próprio Filho de Deus. Sem isso, não devemos falar no Natal de Jesus. O Natal não deve se limitar à troca de presentes, à ceia em família, às celebrações litúrgicas próprias do momento. Sem efetivar com atos e gestos concretos o amor que Jesus nos ensinou, faltará algo essencial no nosso Natal. Sem amor efetivamente concretizado, o Natal seria uma festa vazia, uma festa não cristã, pode-se dizer.

Na Liturgia da Palavra deste domingo, temos, inicialmente, a voz de Isaías a nos alertar: “Grita uma voz: ‘Preparai no deserto o caminho do Senhor, aplainai na solidão a estrada de nosso Deus’” (Is 40,3). O que disse o profeta seria repetido no Evangelho de Marcos: “Esta é a voz daquele que grita no deserto: ‘Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas estradas’” (Mc 1,3). Desta forma, João Batista apareceu no deserto, pregando o batismo de conversão para a remissão dos pecados. E, obviamente, aplainando o caminho para Jesus.

O texto do profeta Isaías desperta no povo judeu exilado na Babilônia a esperança do retorno a Israel, como, realmente, aconteceria. A comunidade judaica é convidada a preparar o caminho para o Senhor, que está vindo para libertá-lo, mais uma vez.

Continuando a liturgia do domingo, Pedro, em sua segunda carta, exorta a comunidade cristã para saber esperar o dia da vinda do Senhor, quando a justiça habitará na nova terra, posto que a terra antiga seria consumida. Para tanto, Pedro diz que é preciso empenhar-se numa vida santa e piedosa. A santidade e a piedade devem nos mover. Devem nos levar a repensar a vida. A rever conceitos e a afastar preconceitos. A nos fazer mergulhar ainda mais na Palavra de Deus, na Boa Nova de Jesus Cristo.

João Batista, pois, abriu o caminho para Jesus. Cumpriu sua missão e foi diminuindo para que Jesus crescesse. Que nós também possamos abrir cada vez mais o coração como uma nova manjedoura, para receber o Verbo de Deus, que vem a nós simbolicamente a cada ano, mas, que, na verdade, está conosco no dia a dia. O Natal do Senhor Jesus é o momento que nós temos, ano a ano, para refletir sobre a nossa caminhada, sobre a nossa vida enquanto seguidores do nosso Salvador e anunciadores que devemos ser da Boa Nova.

Assim como João Batista, todos nós devemos nos diminuir para que Jesus Cristo possa crescer. Sejamos clérigos, religiosos ou leigos, a nossa missão é fazer com que brilhe cada vez mais intensamente a Luz do Filho de Deus, e não a nossa própria luz. Se nós somos verdadeiramente cristãos, devemos nos despir de toda vaidade. O Natal nos convida a isto. E a repensar o nosso modo de vida, a nos preparar para uma caminhada diferente e renovada.

O Advento é um tempo propício para reflexões. Refletir sobre tudo o que diz respeito à vida cristã, a partir do Nascimento de Jesus e do modo como Ele veio a nós, tão pobremente, para nos mostrar como pobres em espírito nós devemos ser e como devemos acolher os verdadeiramente pobres, os excluídos da sociedade e, muitas vezes, igualmente excluídos do nosso coração, do nosso amor, das nossas orações.

Que o Menino Jesus continue a nos ensinar a sermos verdadeiramente seus seguidores. A nos dispor a sermos membros de uma Igreja em saída, como tanto nos tem pedido o Papa Francisco. Uma Igreja que saiba acolher. Que retome alguns modos de ser da comunidade cristã primitiva, como nos ensinam os Atos dos Apóstolos.

Que o Advento nos faça reabastecer o coração. Que nos faça arejar a mente. Que faça arder sempre em nós a chama sagrada do Santo Espírito.

Que o Menino Deus acalente e abençoe a todos.

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