Terceiro Domingo do Advento


O Terceiro Domingo do Advento está às portas. Aproxima-se o Natal de Jesus. A “Noite Feliz” vem a nós. É preciso também que nós possamos ir ao encontro de Cristo, caminhando a passos acelerados para recebê-Lo com efusiva alegria. Jesus vem a nós para cumprir as profecias do Antigo Testamento e para dar cumprimento à missão que o Pai lhe confiou. O Filho de Deus veio para todos nós. Nós O saudamos. Nós O bendizemos. Nós O adoramos.

Na liturgia do terceiro domingo do Advento, acendemos a terceira vela da coroa natalina, a cor de rosa, a vela da alegria. Quem a acende, diz: “Bendito sejais, Deus da alegria, a quem esperamos com toda a ternura do coração”. É assim que nós devemos nos preparar para receber o Menino Deus, que nos traz o mais belo e precioso dos presentes: a redenção dos nossos pecados e a salvação. Por isso, devemos celebrar com muita alegria o nascimento do Príncipe da Paz, que nos traz a Luz que não se apaga, que vence as trevas e que está em nós. Diz o Papa Francisco que sem a Luz de Cristo não há Natal. Acendamos, pois, a luz do presépio, que é representativa da Luz que é o próprio Jesus.

Na liturgia da Palavra do terceiro domingo do Advento, o texto da primeira leitura, extraído do profeta Isaías, descreve a missão do servo, que anuncia uma mensagem de paz e libertação para os que se acham infelizes e, ao mesmo tempo, a alegria da comunidade que sobre ela recai a salvação e a justiça de Deus. Diz o início da primeira leitura: “O espírito do Senhor está em mim, porque o Senhor me ungiu; enviou-me para dar a boa-nova aos humildes, curar as feridas da alma, pregar a redenção para os cativos e a liberdade para os que estão presos; para proclamar o tempo da graça do Senhor” (Is 61,1-2).

Meus irmãos e minhas irmãs em Cristo Jesus, o nosso Salvador nos traz a boa-nova, a vida nova que devemos viver, curando os males que afligem a nossa alma, libertando-nos de todo tipo de escravidão, quer seja material, quer seja espiritual. Nada nos pode prender, pois a Verdade de Cristo nos liberta. A Luz de Jesus nos ilumina. E para nós é chegado o tempo da graça e da redenção. Por tudo isso, nós devemos nos alegrar.

Jesus não passa por nós sem que não nos transformemos. Com Ele, nós nos tornamos homens novos e mulheres novas. Renascemos com Ele. O seu nascimento, portanto, é bênção, é vitória, é salvação para todos nós. O Natal deve nos aproximar cada vez mais, como irmãos e irmãs. E, assim irmanados, devemos nos tornar semeadores da mais preciosa semente que podemos cultivar no interior do nosso coração: a semente do amor que Ele veio nos ensinar a viver. Amor que se transforma em gestos concretos de serviço, de ternura, de acolhimento. E, assim, como Ele mesmo nos disse, todos nos conhecerão como seus discípulos. Ser discípulo e seguidor de Jesus é ser semeador do amor. Do amor fraterno, que não conhece barreiras ou fronteiras.

Na segunda leitura desse domingo, diz-nos a primeira carta de São Paulo aos Tessalonicenses: “Irmãos, estai sempre alegres! Rezai sem cessar. Daí graças em todas as circunstâncias, porque essa é, a vosso respeito, a vontade de Deus em Jesus Cristo. Não apagueis o espírito! Não desprezeis as profecias, mas examinai tudo e guardai o que for bom. Afastai-vos de toda espécie de maldade!” (1Ts 5,16-22).

Sim, é, verdadeiramente, tempo de alegrar-nos. É tempo de oração. Tempo de avivarmos a chama do espírito. Jesus nos chega de mansinho, abrindo a porta do nosso coração. Lembro de um conto de Eça de Queirós, escritor português, intitulado “O suave milagre”. Um menino enfermo clamou à sua querida mãe, que queria ver Jesus, para ser curado por Ele. Mas a mãe lhe respondeu que não sabia onde encontrar Jesus. Que inseguros eram os caminhos. Que os cães lhe afugentariam nas portas de casas estranhas. Que talvez Jesus nem existisse. Mas, o menino insistiu: “Mãe, eu queria tanto ver Jesus”. A mãe baixou a cabeça e chorou por não ter como atender ao pedido do filho doente, que queria ser curado por Jesus. E de repente, a porta se abriu e Jesus disse: “Filho, eu aqui estou!”. Jesus está sempre conosco. Foi o que Ele nos garantiu. E nisto nós acreditamos. Alegremo-nos! E demos graças a Deus!

No Evangelho de João que será lido nesse domingo, o outro João, o Batista, é apresentado como o homem enviado por Deus, para dar testemunho da Luz que haveria de estar conosco. João Batista foi de início confundido com o Messias que Israel há muito esperava. Porém, ao ser interrogado, ele nega ser o Messias ou algum profeta, apresentando-se como a “voz que clama no deserto”. Assim como João Batista, nós precisamos ser testemunhas do amor de Jesus e do seu Evangelho. Testemunhas que não se regozijem de falar de si mesmas, mas que sejam vozes de esperança e de libertação no meio da sociedade aflita e conturbada, na qual os valores cristãos nem sempre têm sido bem recepcionados, ultimamente.

Que a alegria de termos Jesus entre nós, seja o fio condutor de muitas alegrias, de muitas esperanças e de muitas graças.

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