O Ano Novo e a Festa de Santa Maria, Mãe de Deus


Já estamos em 2018. Que Deus nos favoreça, a fim de que tenhamos um ano civil muito melhor do que o ano de 2017. No aspecto da vida social e civil, nós esperamos firmemente que a situação econômica e política do país retomem a normalidade do crescimento, do emprego para tantos milhões de desempregados, da distribuição de renda, da plenitude democrática, do respeito à dignidade da pessoa humana. Que a corrupção seja varrida do Brasil. Que nas próximas eleições, o povo vote em candidatos verdadeiramente comprometidos com os valores da vida cristã. Chega de votar em candidatos que envergonham o povo.

No que se refere ao calendário litúrgico, o primeiro dia do ano civil, consagrado à paz mundial, é dedicado pela Igreja Católica a Santa Maria, Mãe de Deus. Mãe do Deus que veio a nós na pessoa do seu Filho Jesus Cristo, o Verbo que se fez carne e habitou entre nós, para que nós pudéssemos aprender com Ele que a vida somente tem sentido quando nós a partilhamos com os outros, com os nossos irmãos e as nossas irmãs.

Na primeira Eucaristia do novo ano civil, Maria de Nazaré, que na nossa Arquidiocese é invocada com o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, nossa querida Padroeira, acolhe com amor materno todos os seus filhos e todas as suas filhas, que se reúnem para celebrar a graça que ela recebeu de ser a Mãe de Deus e nossa mãe. Os não católicos não querem compreender este título de Maria, como Mãe de Deus, que é absolutamente verdadeiro. Afinal, foi o próprio Deus Pai quem escolheu aquela jovenzinha de Nazaré da Galiléia para ser a Mãe do Deus Filho. Portanto, sim, Maria é a Mãe de Deus.

Deus na sua Onipotência não teve princípio e não terá fim. Disso, todos nós o sabemos. Mas, Deus quis vir a nós, para que a Luz do seu Filho Unigênito brilhasse nas trevas, iluminando a vida de todas as pessoas, resgatando a todas do pecado, do mal e da morte. Deus revelou-se aos homens como Pai. Um Pai amoroso, cuidadoso, que não mais nos quis como simples criaturas, mas como filhos e filhas.

Maria, sempre Santa, entregou-se a Deus com amor, para gerar em seu ventre puríssimo o Mensageiro do amor de Deus, o anunciador da Boa Nova, o Rei do Universo, Nosso Senhor Jesus Cristo. Para ser a Mãe do Filho de Deus tinha que ser uma mulher Santa. Maria é Santa. Por isso, nós oramos assim: “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores”. Ela roga por nós ao seu Filho. E o Filho intercede por nós junto ao Pai.

A devoção a Santa Maria é grande em todo o mundo católico. Por conta dessa devoção a Santa Maria, é que são dadas as mais diversas invocações à Mãe de Jesus e nossa mãe. Apesar das diferentes imagens esculpidas de Nossa Senhora, uma só é a Mãe de Jesus. Uma só é Maria de Nazaré. As denominações nasceram do amor de diferentes povos àquela de cujo ventre nasceu o nosso Salvador.

Ora, são muitas denominações e invocações que a devoção popular dedica à Mãe de Jesus. Tudo isso se dá por conta do amor que devotamos àquela Santa menina que disse: “Eis aqui a serva do Senhor”.

Devemos entender que Maria não é uma deusa, como tentam demonstrar de forma ardilosa alguns não católicos, que não compreendem a importância de Maria para a cristandade. Não há deusas, nem há deuses. Há um único Deus. O Deus Vivo. O Deus Uno e Trino.

Do mesmo modo, nós católicos não adoramos as imagens de Santa Maria, nem quaisquer outras imagens. Nós não somos idólatras. Nós adoramos ao nosso Deus. As imagens são apenas modos de recordação daquelas pessoas que entregaram as suas vidas à Palavra e à vontade de Deus, como Maria o fez. E como tantos outros o fizeram também, pelos tempos afora. Nós reverenciamos as imagens por respeito às pessoas que representam, como reverenciamos as fotografias dos nossos entes queridos, por exemplo, guardadas as devidas proporções. As imagens são relíquias.

A importância de Santa Maria, Mãe de Deus, para a nossa fé católica é tão grande, que basta ouvir a saudação que o anjo Gabriel lhe fez: “Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo!” (Lc 1,28). Do mesmo modo, a saudação de Isabel para a sua prima Maria: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre” (Lc 1,42).

Assim, a devoção a Santa Maria não é uma invenção da Igreja. É a rememoração do que está contido no Evangelho de Jesus Cristo. É por isso que nós rezamos a oração da “Ave Maria”.

Maria é cheia de graça. Maria é bendita entre todas as mulheres. A nossa devoção a Santa Maria, Mãe de Deus, é fruto do nosso amor ao seu Filho Jesus. Amamos o Filho. Amamos a Mãe. E adoramos a Deus, o nosso Pai Eterno.

Que Santa Maria, Mãe de Deus, nos conduza em paz no decorrer de 2018, ao encontro do seu Filho Jesus Cristo.

#SantaMariaMãedeDeus

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