Dom João e o episcopado. Nove anos depois


A sua visão de Igreja é de uma Igreja sinodal e missionária. Uma Igreja em que a participação de todos é fundamental, nas tomadas de decisão daquilo que se torna estrutural para a Arquidiocese.

O Frei Carmelita João José Costa, natural do povoado Cajazeiras, às margens do rio Piauí, no município de Lagarto (SE), foi ordenado Bispo Diocesano de Iguatu, no Ceará, a 7 de janeiro de 2009. Sua sagração episcopal dar-se-ia a 19 de março daquele ano, dia dedicado a São José, aquele homem justo, como nos diz o Evangelho, que recebeu o Menino Jesus como se fora seu Filho, amando-O e Dele fazendo também um carpinteiro, como ele próprio, José, preparando-O, daquela forma, no trabalho duro, para que Ele pudesse, um dia, entregar-se à missão que o seu Pai do Céu lhe confiou desde o início, e que era a salvação de todos nós, por meio da sua Ressurreição.

Agora, Dom João José Costa completa, nesta segunda-feira, 19 de março, nove anos de sagração episcopal, ou seja, de pleno exercício no episcopado brasileiro.

Há um ano e dois meses, ele está à frente da Arquidiocese de Aracaju, após ter sido nomeado Arcebispo Coadjutor da mesma Arquidiocese, pelo Papa Francisco, com direito à sucessão de Dom José Palmeira Lessa, que, após frutuoso episcopado de pouco mais de 20 anos entre nós, aposentou-se, como manda o Código de Direito Canônico, ao completar 75 anos de idade, em janeiro do ano passado.

Dom João traz consigo a experiência da vida comunitária no Carmelo, mas, traz, sobretudo, a experiência do labor pelas Paróquias e comunidades por onde passou, exercendo o múnus espiritual. São 25 anos de sacerdócio, completados em dezembro último.

A sua visão de Igreja é de uma Igreja sinodal e missionária. Uma Igreja em que a participação de todos é fundamental, nas tomadas de decisão daquilo que se torna estrutural para a Arquidiocese. Por isso, são tomadas medidas com a oitiva dos organismos internos da Arquidiocese, ou ouvindo-se, quando é o caso, o conjunto do Clero, cujas decisões são tomadas por maioria, quer nos colegiados, quer nas reuniões do Clero. É um modo de fazer da Igreja de Jesus Cristo, na Igreja Particular de Aracaju, uma assembleia de irmãos, sob a condução do Ordinário, isto é, do Arcebispo.

Como disse São João Crisóstomo, “Igreja e Sínodo são sinônimos”. Foi assim que, na comemoração do cinquentenário do Sínodo dos Bispos, o Papa Francisco relançou a sinodalidade “como dimensão constitutiva da Igreja” e convidou cada um a ler e compreender nesta luz “o próprio ministério hierárquico”. Naquela oportunidade, Francisco destacou que “o fato de que o Sínodo age sempre cum Petro et sub Petro – por conseguinte não só cum Petro, mas também sub Petro – não é uma limitação da liberdade, mas uma garantia da unidade”. Logo, é com o Arcebispo e sob o Arcebispo que a Igreja, na nossa Arquidiocese, deve caminhar. Aliás, assim o é em todas as Dioceses. E assim também o é na Igreja Universal, na relação dos Bispos com o Papa. Unidade na diversidade, como proclamou o Concílio Vaticano II.

Temos a esperança de que o episcopado de Dom João entre nós possa produzir frutos espirituais e materiais, tantos quantos sejam necessários e úteis, para todo o Povo de Deus, ou seja, para os ministros ordenados (Clero), para os de vida consagrada (religiosos e religiosas) e para aqueles não ordenados (leigos e leigas). Que, sob o seu comando, como guia espiritual maior da nossa Arquidiocese, pela mercê de Deus e do Sumo Pontífice, que, como sucessor de Pedro é, como ele, Francisco, mesmo o diz, o “servus servorum Dei”, todos nós sejamos cuidados, acolhidos como sói acontecer com os filhos e filhas em relação ao Pai, que a todos deve tratar com zelo e com firmeza da sua autoridade, mas, sem autoritarismo. Aliás, é assim que o Arcebispo tem procurado tratar os seus, sem o excesso do autoritarismo. Ouvindo e decidindo.

Faz-se preciso, todavia, que sejamos apascentados. Não para que nos tornemos “cordeirinhos” sem voz, mas, para que nos tornemos verdadeiros filhos e verdadeiras filhas que ouvem o Pai, que dialogam com o Pai e que, na obediência, sejamos firmes naquilo que nos compete realizar dentro da unidade cristã. Foi com Jesus que os apóstolos caminharam. É com o sucessor de Pedro que os Bispos caminham e nós caminhamos. É também com o Bispo que caminhamos na Igreja Particular.

Que Deus abençoe Dom João José Costa. Que abençoada seja a nossa Arquidiocese. E que abençoados sejamos todos nós.

#Ordenaçãoepiscopal #PeJoséLima

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