Pentecostes


Que possamos celebrar Pentecostes com a chama da nossa fé revigorada pela chama sagrada do Santo Espírito de Deus. Chama que nunca se apaga. Que nos faz crescer na fé e na caridade.

Neste domingo, dia 20, a Igreja comemora o dia de Pentecostes. O dia do Espírito Santo soprando sobre a Igreja que se reunia em Jerusalém.

A Páscoa nos conduz ao momento sublime em que o Santo Espírito desceu sobre a Igreja. Além dos doze apóstolos, pois Matias já tinha sido escolhido por Deus para tomar o lugar de Judas Iscariotes, aquele que traiu Jesus, mediante a paga de trinta moedas, muitas pessoas testemunharam a descida do Espírito Santo em Pentecostes, cinquenta dias após a Páscoa, como lemos nos Atos dos Apóstolos (2,1-6).

Assim, pois, está dito: “1. Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2. De repente, veio do céu um ruído, como se soprasse um vento impetuoso, e encheu toda a casa onde estavam sentados. 3. Apareceu-lhes então uma espécie de línguas de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4. Ficaram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. 5. Achavam-se então em Jerusalém judeus piedosos de todas as nações que há debaixo do céu. 6. Ouvindo aquele ruído, reuniu-se muita gente e maravilhava-se de que cada um os ouvia falar na sua própria língua”.

A glória de Deus manifestou-se naquele momento. Exatamente como Jesus o disse. Vencedor da morte, ressuscitado e glorificado, Jesus Cristo tomou assento à direita do Pai, como nós rezamos na nossa profissão de fé. E segundo a sua promessa, o Espírito Paráclito, ou seja, Defensor, seria deixado conosco. A manifestação do Santo Espírito naquele instante tornou-se significativo para a Igreja. Por isso dizemos Igreja santa, Igreja sobre a qual age o Espírito de Deus.

Pentecostes é, pois, a celebração religiosa cristã que comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo. Para os cristãos, Pentecostes é uma das datas mais importantes do Calendário Litúrgico, juntamente com o Natal e a Páscoa. O termo “Pentecostes” se originou a partir do grego, significando “quinquagésimo”, em referência aos 50 dias que se sucedem após a Páscoa.

Entretanto, a origem da festa de Pentecostes é, na realidade, baseada em uma antiga tradição hebraica, chamada Shavuoth, e que significa “Semanas”. Para os judeus, Pentecostes era uma celebração de agradecimento a Deus pela colheita, além de homenagear a memória do dia em que Moisés recebeu as Tábuas com as Leis Sagradas, conhecidas por Torah.

Com o passar do tempo, o sentido da comemoração do Pentecostes entre os judeus deixou de se focar nos agradecimentos pela colheita, fixando-se exclusivamente nas festas da criação do Torah (que seriam os Mandamentos, para a cristandade).

Para nós cristãos, Pentecostes pode ser visto, sim, como a celebração da colheita, mas, de outra colheita bem diferente da que celebravam os judeus. Para nós, a colheita reveste-se da vinda do Espírito Santo a nós. Nós colhemos os dons do Espírito. Nós devemos recolher esses preciosos dons no nosso coração, a fim de que, iluminados, possamos nos doar à disseminação do Reino de Deus, ao anúncio da Boa Nova de Cristo, vivendo com os irmãos, por Cristo, com Cristo e em Cristo.

A nossa colheita é graça em nós. É manifestação do amor que Jesus veio nos ensinar a viver. Amor que não deve se manifestar tão somente por palavras, mas, sim, por gestos concretos. Amor que nos faz sair de nós mesmos para nos encontrar com os irmãos e as irmãs, nas periferias geográficas e existenciais, como sabiamente nos tem encorajado o Papa Francisco.

Naquele dia de Pentecostes, os apóstolos tiveram a primeira grande “colheita” do Evangelho, quando cerca de três mil pessoas se converteram e foram batizadas. A Igreja de Jesus Cristo começava, então, a expandir-se.

A Páscoa nos leva a Pentecostes. Nos leva pelos caminhos de Jesus, proclamando a verdade que é Jesus e nos fazendo amar verdadeiramente como Jesus nos amou. Do contrário, não viveremos Pentecostes. Viver Pentecostes é estar no amor e na luz.

Viver Pentecostes é entregar-se ao comando do Espírito Santo. É recolhê-Lo em nossos corações, é levar os dons recebidos aos que precisam da iluminação. Agindo assim, nós realizamos o que disse Jesus de nós: “Vós sois o sal da terra. Vós sois e a luz do mundo” (Mt 5,13-14). Deus nos quer como luz para podermos iluminar os que caminham conosco e os que vamos encontrar ao longo da caminhada.

Que possamos celebrar Pentecostes com a chama da nossa fé revigorada pela chama sagrada do Santo Espírito de Deus. Chama que nunca se apaga. Que nos faz crescer na fé e na caridade. Que nos direciona a Deus e aos homens.

Nesta comemoração de Pentecostes, almejo que o Santo Espírito possa estar agindo em todos nós, como agiu naquele quinquagésimo dia após a Páscoa, em Jerusalém. Que Deus nos abençoe e nos guarde.


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