Oração e fé


O Senhor Jesus rezou e nos mandou "rezar sempre, sem jamais esmorecer" (Lc 18,1). Os místicos e os pregadores cristãos sempre insistiram na importância da oração. Biblicamente, a oração não se trata primeiramente de conversar com Deus, mas de colocar-se diante dele, caminhar na sua presença, aberto para ele.

Na oração, o sujeito é primeiramente Deus, e não nós mesmos. É ele quem fala, é ele quem Reza de verdade. Eu primeiro me disponho a escutá-lo: "Fala, Senhor, que teu servo escuta" (1Sm 3,10). A primeira súplica de quem deseja rezar de verdade é esta: Senhor, "dá a teu servo um coração que escuta" (1Rs 3,9).

Esta escuta amorosa e fiel do coração de Deus, vai nos fazendo conhecer e admirar tudo quanto ele fez, o que ele falou, a sua fidelidade, o seu amor. Assim, o fiel vai conhecendo o coração de Deus, vai se encantando com o Senhor e vai aprendendo a nele confiar e a ele se abandonar.

A oração renova a nossa alma e nos aproxima de Deus. Quem reza transparece nas suas atitudes o brilho de Deus. Sem a oração nossa vida se torna vulnerável e nossa missão fracassa.

A família deve ser lugar onde se ensina a rezar e onde se reza. Família feliz é aquela que encontra tempo para a oração. A família é a “Igreja doméstica”.

A leitura da Palavra de Deus e a reza do terço devem iluminar o cotidiano das nossas famílias. Assim, nossos lares vão tomando rumos segundo o desígnio de Deus.

Deus abençoe a todos!

Pe. José Bernardino Santana Filho é pároco da paróquia São José Operário, no conjunto Castelo Branco. Artigo publicado originalmente pelo Jornal “O Mensageiro”, informativo do Terço dos Homens da paróquia São José Operário