Vocação religiosa


A vocação religiosa é voltada para a vida religiosa masculina e feminina, através das mais diversas Congregações e Ordens Religiosas agregadas no seio da Santa Igreja. Desde muito cedo, os cristãos descobriram a possibilidade de viver em comunidades restritas, algumas mais fechadas e outras mais abertas. Algumas colocam os seus membros no trabalho diário, servindo diretamente ao povo, com especial destaque para o trabalho social em creches, asilos, orfanatos, escolas, hospitais e outras obras de assistência social.

Diga-se de passagem, que, no mundo inteiro, a Instituição que tem mais trabalhos prestados na área social é a Igreja Católica. Isso é atestado por todos os organismos internacionais.

Há, também, outras Congregações e Ordens Religiosas que se dedicam à vida em clausura, ou seja, em trabalhos internos e em constante estado de oração.

Ao longo do tempo e desde os primeiros séculos do Cristianismo, conventos, monastérios e mosteiros espalharam-se pelo mundo. Homens e mulheres dedicados ao Evangelho e a um modo de vida mais simples, espelhado na própria vida do Divino Mestre e de seus apóstolos, acabaram se tornando exemplos de atitude cristã, alguns e algumas galgando, tempos depois, um lugar nos altares.

As Congregações e Ordens Religiosas foram sendo fundadas, às vezes, como Ordens Mendicantes e, depois, recepcionadas pela Santa Sé. Algumas vezes, elas se desdobraram internamente, incluindo as Ordens leigas, ou

desdobrando-se em Ordens diversas, a exemplo dos Carmelitas Calçados, dos Carmelitas Descalços, da Ordem Terceira do Carmo etc. Por aí também vão os franciscanos, com variações, e outras Ordens Religiosas. Todas, porém, com o mesmo propósito, isto é, o de servir como Jesus Cristo quer que todos nós cristãos e cristãs possamos servir, seguindo o seu benemérito exemplo.

Algumas Congregações Ordens Religiosas, as mais antigas, ganharam o mundo, a partir das novas terras descobertas, fora do Continente Europeu. Jesuítas, franciscanos, dominicanos, carmelitas são exemplos de algumas dessas Ordens que se aventuraram pelo mundo, para levar a fé cristã, muitas vezes padecendo martírios. Multiplicaram-se: beneditinos, vicentinos, dominicanos, redentoristas, sacramentinos, verbitas, salesianos etc. São muitas e diversas as Congregações e Ordens que foram se criando e atuando nos mais variados espaços geográficos. Cada uma com o seu carisma, todavia, todas com o mesmo objetivo: levar adiante a Boa Nova do Nosso Salvador Jesus Cristo, não apenas em palavras, mas, sobretudo, em gestos concretos de esperança, fé e caridade.

Os homens e as mulheres que têm dedicado suas vidas a obras de caridade, no contexto das Congregações e Ordens Religiosas, e dentro dos parâmetros traçados pelo Direito Canônico, têm prestado serviços por demais relevantes à Igreja e ao mundo.

O trabalho de freis, frades e freiras, irmãos e irmãs, disseminaram-se por todas as Dioceses, ora mais, ora menos, mas, sempre com a vocação majoritária voltada para as atividades junto ao povo mais pobre e mais necessitado.

Muitos vocacionados e muitas vocacionadas à vida religiosa saíram das mais diversas classes sociais. Teve jovens ricos, a exemplo de São Francisco de Assis, que era um jovem de família abastada, que deixou a herança paterna por uma vida de extrema pobreza e que não foi compreendido por muita gente de sua época. Santo Inácio de Loyola era um militar, que se entregou à causa de Cristo, fundando a Sociedade de Jesus, ou seja, a Ordem dos Jesuítas, que deu à Igreja o Papa Francisco, tão querido pelos católicos e não católicos, e que tem servido com simplicidade na Cadeira de Pedro, demonstrando todo o seu amor e toda a sua atenção para com os mais pobres, como o próprio Cristo o fez. Muitos Santos emergiram da vida religiosa masculina para os altares.

Na vida religiosa feminina, Santa Clara, Santa Teresa D’Ávila, Santa Terezinha do Menino Jesus, Santa Rosa de Lima, Madre Tereza de Calcutá, Dulce dos Pobres e tantas outras mulheres extraordinárias que tiveram uma vida inteira dedicada à oração e à ação, também alcançaram um lugar nos altares.

A vocação religiosa é, então, o chamado para a vida em comunidade. Religiosos e religiosas, ou seja, freis, frades. Monges, freiras e monjas dedicam suas vidas ao serviço de Deus, na forma do que regem as suas regras. Daí chamar-se, nalguns casos, de clero regular, aos frades e monges ordenados padres, na conformidade do que prevê a regulação canônica.

As Congregações e Ordens Religiosas tomam como exemplo para suas vivências estas palavras de Jesus: “Nada leveis convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas” (Lc 9,1-3). A vocação religiosa é vocação para a pobreza material, mas, para a riqueza espiritual. Para a riqueza de vidas que se doam sem a expectativa de receber benesses em troca. É a dedicação com fé e pelo amor que Jesus veio nos ensinar a viver.

Certas Congregações e Ordens Religiosas estão envelhecendo. Outras estão se renovando. Novas comunidades religiosas masculinas e femininas têm surgido nas últimas décadas. Assim mesmo é a Igreja de Jesus Cristo ao longo de dois milênios e adentrando no terceiro milênio. Ela enfrenta crises, ela vence crises, ela continua firme.

Não haverá de cessar a procura pela vida religiosa masculina e feminina. A Igreja de Jesus Cristo consolida-se nos mais remotos ou distantes rincões. Nos grandes ou nos pequenos aglomerados urbanos freis, frades, monges, freiras e monjas são encontrados. Trabalhando, ensinando, cuidando de pessoas, orando, louvado ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.

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