Dom João Costa: “A grave situação do nosso país deve inquietar os corações de todos os cristãos”

Os preparativos e os principais objetivos do 24º Grito dos Excluídos, grande manifestação do dia Sete de Setembro, foram apresentados na manhã desta quinta-feira, 6, durante entrevista coletiva, na Cúria Metropolitana. Participaram do encontro o arcebispo metropolitano de Aracaju, Dom João José Costa, os padres Carlos Henrique dos Santos, Francisco Nunes, além de representantes dos movimentos sociais envolvidos na organização do “grito”.
A concentração está prevista para as 8h, na praça Fausto Cardoso. O primeiro ato será uma celebração inter-religiosa presidida pelo arcebispo. Logo em seguida, os participantes sairão em caminhada pela avenida Ivo do Prado em direção à avenida Barão de Maruim, espaço do tradicional desfile de Sete de Setembro. A culminância do “Grito dos Excluídos” ocorrerá na praça da Bandeira, onde haverá várias apresentações culturais e religiosas.
O Grito é uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com o propósito de questionar os padrões de independência do povo brasileiro, apontando os caminhos para a construção de um Brasil mais justo para todos os cidadãos. É também um espaço aberto para denúncias sobre as mais variadas formas de exclusão. “A crescente situação de miséria a que são submetidos milhões de brasileiros, a triste realidade dos cerca de 14 milhões desempregados devem gerar uma grande inquietação no coração de todos os cristãos”, disse Dom João Costa, que participou de todas as edições do Grito dos Excluídos.
O tema da manifestação deste ano é “Vida em primeiro lugar!”, e o lema “Desigualdade gera violência: basta de privilégios”. Na convocação para o 24º Grito dos Excluídos, os organizadores “convidam os brasileiros e brasileiras a um patriotismo crítico e, ao mesmo tempo, ativo e comprometido, onde a participação popular possa fluir através de novos canais e novos instrumentos de organização e de luta”.