Outubro, o mês missionário


A missão nos impulsiona a sair do comodismo, do lugar comum, para atender ao apelo do Papa Francisco, tornando-nos membros efetivos de uma Igreja em saída, ou seja, em permanente estado de missão.

Para a Igreja Católica, outubro é o mês missionário. Neste ano de 2018, “Enviados para testemunhar o Evangelho da paz” é o Tema escolhido. E o Lema é “Vós sois todos irmãos” (Mt 23,8).

Relembrando o Evangelho, Jesus Cristo deu poderes aos doze apóstolos, para expulsarem demônios e curarem os enfermos, com a missão de anunciarem o Reino de Deus (Lc 9, 1-3). Os doze, então, saíram em missão. O próprio Jesus, podemos dizer, passou a sua vida entre nós em constante estado missionário. Não teve descanso. Andou o quanto pôde andar, por cidades e vilas ensinando e servindo. Ele cumpriu a maior e mais significativa missão que o mundo conheceu: dar a vida pela salvação da humanidade.

A vocação da Igreja que Jesus colocou sobre os ombros de Pedro e, hoje, está nos ombros do Papa Francisco, como sucessor de Pedro, e, também, sobre os ombros de todos nós, como seguidores do Filho de Deus, cristãos e cristãs, ordenados, consagrados e leigos e leigas, é o de ser uma Igreja missionária. Desde o começo do cristianismo, após a glorificação de Jesus, que assim tem sido. Os apóstolos saíram em missão, inicialmente, em Israel e, depois, ganhando o mundo, seguindo o memorável exemplo de São Paulo, fundador de muitas comunidades cristãs.

Nos dias de agora, a missão nos impulsiona a sair do comodismo, do lugar comum, para atender ao apelo do Papa Francisco, tornando-nos membros efetivos de uma Igreja em saída, ou seja, em permanente estado de missão.

Este mês de outubro quer nos animar na realização das atividades missionárias no Brasil e no mundo. Neste ano em que as Pontifícias Obras Missionárias celebram 40 anos de missão, queremos lembrar a vida de tantos missionários que construíram essa história.

Com o Tema e o Lema anteriormente referidos, o objetivo do mês missionário é sensibilizar, despertar vocações missionárias e realizar a Coleta no Dia Mundial das Missões, no penúltimo domingo de outubro (nas celebrações dos dias 20 e 21).

Desde o início de seu pontificado, o Papa Francisco tem nos convidado a agir sem medo e sem rigidez, com coragem e igualmente “dóceis” ao Espírito, para além das estruturas que nos asfixiam. Ele nos anuncia uma Igreja não burocrática, mas uma Igreja próxima das pessoas, nas periferias geográficas e existenciais. Neste espírito, e em comunhão com a Campanha da Fraternidade deste ano, queremos viver juntos o grande projeto de Deus de construir a civilização do amor. Foi exatamente isso que Jesus, na sua missão, veio nos ensinar.

Nós estamos saindo de setembro, o mês dedicado à Bíblia, para entrarmos no mês missionário. Para estarmos em missão, é preciso que estejamos sempre alicerçados na Palavra de Deus. Portanto, é na Bíblia que nós encontramos a nossa segurança para a caminhada missionária.

Outubro é o mês de São Francisco de Assis, um extraordinário missionário da Idade Média, que revolucionou o modo de ser Igreja, seguindo os passos de Jesus ao encontro dos mais pobres, tornando-se, para tanto, pobre também, ele que era de família abastada e abandonou a riqueza paterna para viver pobremente, inspirando muitos a seguir o seu inspirador modelo de vida.

Eis um mês profícuo, outubro. Mês de Santa Terezinha do Menino Jesus, intercessora dos missionários.

Santa Terezinha nasceu em Alençon, na França, em 1873. Ela não só descobriu que no coração da Igreja sua vocação era o amor, como também sabia que o seu coração – e o de todos nós – foi feito para amar. Nascida de família modesta e temente a Deus, seus pais tiveram nove filhos, sendo ela, Tereza, a caçula.

Aos 15 anos, Terezinha entrou no Mosteiro das Carmelitas em Lisieux, com a autorização do Papa Leão XIII. Sua vida se passou na humildade, simplicidade e confiança plena em Deus. Ela é também conhecida como Santa Tereza de Lisieux.

O mais profundo desejo do coração de Santa Teresinha era ter sido missionária “desde a criação do mundo até a consumação dos séculos”. Sua vida nos deixou uma proposta de vivência espiritual, selada na autobiografia “História de uma alma”. A santa carmelita morreu de tuberculose, com apenas 24 anos, no dia 30 de setembro de 1897.

Após sua morte, aconteceu a publicação de seus escritos. A beatificação deu-se em 1923, a canonização em 1925. Ela foi declarada “Patrona Universal das Missões Católicas” em 1927, por ato do Papa Pio XI. E a 19 de outubro de 1997, o Papa São João Paulo II proclamou Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face doutora da Igreja.

Santa Terezinha nos disse: “Para mim acho que a perfeição é fácil de se praticar, porque compreendi que basta pegar Jesus pelo coração…”. Ter Jesus no coração, foi o que fez Santa Terezinha no decorrer de sua breve vida. E é o que devemos nós fazer também.

A Santa de Lisieux deixou-se tocar pela chama ardente do Espírito de Deus, proclamando: “Ó Farol luminoso do amor, eu sei como chegar a Ti, encontrei o segredo de me apropriar de Tua chama”. Esse segredo é a vida de oração e serviço. Para ela, todas as vocações alicerçavam-se no amor: “Compreendi que o Amor englobava todas as vocações, que o Amor era tudo…”. Porém, o amor não deveria estar contido apenas nas palavras: “Compreendi que meu amor não se devia traduzir somente por palavras”, ela nos disse. O amor deveria sair do âmbito das palavras para a provação, ou seja, para o exercício pleno: “Não é bastante amar, é preciso prová-lo”.

Que no mês missionário, todos nós possamos renovar a nossa fé, dispondo-nos a conhecer melhor Jesus Cristo, descobrindo a sua Face, ao mesmo tempo ensanguentada e gloriosa, no rosto de cada irmão e de cada irmã. Que o nosso coração possa dar-se por completo ao Pai Eterno, e que isso nos faça compreender estas palavras de Santa Terezinha: “Ao dar-se a Deus, o coração não perde sua natural ternura, pelo contrário, essa ternura cresce ao tornar-se mais pura e mais divina”.

Se somos cristãos e cristãs na essência da palavra, devemos ser missionários, cada um e cada uma servindo como puder, empregando os talentos dados por Deus e que só servem de verdade se for para estender a mão a quem precisa, construindo pontes e derrubando muros. As missões nos chamam. Nelas, Jesus nos espera.

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