Epifania do Senhor


Esta celebração centra-se na adoração dos três Reis Magos ao Menino Jesus, um símbolo do reconhecimento de Cristo como Salvador da humanidade.

Geralmente, a palavra “festa” é usada pela comunidade católica para se referir a qualquer celebração da Igreja: dias dedicados a santos, a Nossa Senhora, a Cristo… Doutrinalmente, não constitui erro usar o termo “festa” para todos os casos, mas é recomendável aprender que, na Igreja, existe uma hierarquia de celebrações. Elas se estruturam em três tipos básicos: as memórias, as festas e as solenidades.

As memórias são geralmente as celebrações de santos, mas pode ainda celebrar algum aspecto de Jesus ou de Maria. É o caso da memória facultativa do Santo Nome de Jesus e da memória obrigatória do Imaculado Coração de Maria.

As festas, por sua vez, honram algum mistério ou título de Jesus, de Nossa Senhora e de santos particularmente relevantes, como os apóstolos, os evangelistas e outros de grande importância histórica.

As solenidades são as celebrações de grau mais alto, reservadas aos mistérios mais importantes da nossa fé, a exemplo da Páscoa, do Pentecostes, da Imaculada Conceição, os principais títulos de Jesus, como Cristo Rei e o Sagrado Coração, além de celebrações que honram alguns santos de particular importância na história da salvação, como é o caso das solenidades de São Pedro e São Paulo e a do nascimento de São João Batista. A Epifania do Senhor é também, claro, uma solenidade.

Podem, ainda, haver algumas variações geográficas. Há casos em que uma determinada celebração tem classificação diferente conforme a região, já que alguns santos são mais venerados em um lugar do que em outros, por exemplo. É o caso de São Bento: seu dia é memória obrigatória no calendário universal, mas é festa na Europa por ser um dos padroeiros do Continente e é solenidade na Diocese de Montecassino, onde está enterrado.

Muito bem, meus irmãos e minhas irmãs. Neste domingo, a Igreja Católica celebra a solenidade da Epifania do Senhor. A origem oriental desta solenidade está implícita no seu nome: Epifania, que quer dizer revelação, manifestação.

Os latinos usavam a denominação festividade da declaração ou aparição com o significado de revelação da divindade de Cristo ao mundo pagão através da adoração dos magos, aos judeus com o batismo nas águas do Jordão e aos discípulos com o milagre das bodas de Caná.

O episódio dos magos, que está além de possível reconstrução histórica, podemos considerá-lo, como o fizeram os Padres da Igreja, o símbolo e a manifestação do chamado de todos os povos pagãos à vida eterna. Entende-se que os magos foram a declaração explícita de que o Evangelho era para ser pregado a todos os povos.

Na Igreja oriental é enfocado particularmente o batismo de Jesus. São Gregório Nazianzeno, cujo dia foi celebrado na última quarta-feira, chama-a de “festa das luzes” e a contrapõe à festa pagã do sol invicto.

Na realidade, tanto no Oriente como no Ocidente, a Epifania tem o caráter de solenidade ideológica que transcende os episódios históricos particulares. Celebra-se a manifestação de Deus aos homens na pessoa do Filho, isto é, a primeira fase da redenção. Cristo se manifesta aos pagãos, aos judeus e aos apóstolos. São três momentos sucessivos do relacionamento Deus-homens.

Aos pagãos Deus fala através do mundo visível; o esplendor do sol, a harmonia dos astros, a luz das estrelas no firmamento ilimitado são portadores de certa presença de Deus. Os magos descobriram no céu os sinais de Deus. Tendo como ponto de partida a natureza, os pagãos podem “cumprir as obras da lei”, diz São Paulo. E aos habitantes de Listra: “… o Deus vivo, que fez o céu, a terra, o mar e tudo quanto neles há. Ele permitiu nos tempos passados que todas as nações seguissem os seus caminhos. Contudo, nunca deixou de dar testemunho de si mesmo, por seus benefícios: dando-vos do céu as chuvas e os tempos férteis, concedendo abundante alimento e enchendo os vossos corações de alegria” (At 14,15-17). Mas “ultimamente falou-nos por seu Filho, que constituiu herdeiro de tudo, por quem igualmente criou o mundo” (Hb 1,2).

Os numerosos mediadores da manifestação divina encontram seu término na pessoa de Jesus de Nazaré, no qual resplandece a glória de Deus. Por isso, podemos hoje exprimir “a humilde, trepidante, mas plena e jubilosa profissão de nossa fé, de nossa esperança e de nosso amor”, como disse São Paulo VI.

O Dia da Epifania é comemorado tradicionalmente doze dias após o Natal, no Dia de Reis. Com a reforma do calendário litúrgico, em muitos países a data celebra-se no domingo entre o dia 2 e o dia 8 de janeiro (dois domingos após o Natal).

A Epifania do Senhor é a manifestação do Filho de Deus no corpo de Jesus Cristo, o momento de revelação de Jesus ao mundo. Esta celebração centra-se na adoração dos três Reis Magos ao Menino Jesus, um símbolo do reconhecimento de Cristo como Salvador da humanidade.

Neste momento em que se inicia mais um ano civil, nós devemos buscar em Deus sabedoria e discernimento, a fim de que, pela Epifania do Senhor, nós possamos compreender verdadeiramente que Jesus veio para todos tenham vida, e a tenham em abundância (Jo 10,10). Assim sendo, ninguém deve ser privado de viver com dignidade nos planos espiritual e temporal.


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