Jubileu de Prata Sacerdotal dos padres Manoel Barbosa e Genivaldo Garcia


A cidade de Ribeirópolis-SE foi o local escolhido para a celebração eucarística, nesta terça-feira (29), em ação de graças pelo jubileu de Prata Sacerdotal de dois dos mais estimados sacerdotes da Arquidiocese de Aracaju, os padres Manoel Barbosa e Genivaldo Garcia. Presidida pelo padre Manoel, a Santa Missa teve como concelebrantes o arcebispo metropolitano, Dom João José Costa, vários sacerdotes e diáconos. Um show musical com os “Cantores de Deus” coroou a programação comemorativa, que contou com a participação de grande número de fiéis.

Cidadão ribeiropolense, o padre Manoel Barbosa é pároco da paróquia São Pedro e São Paulo, no bairro 13 de Julho. Em seu fecundo ministério sacerdotal há vários registros de expressivas contribuições à Arquidiocese de Aracaju. Como pároco, serviu nas paróquias Nossa Senhora da Boa Hora e São Roque (Campo do Brito), Santa Luzia, São José e Nossa Senhora da Conceição (catedral metropolitana). Também exerceu os ofícios de Vigário-Geral e Vigário Episcopal do Vicariato São Mateus.

O padre Genivaldo Garcia também reúne uma longa folha de serviços prestados à Igreja particular de Aracaju. É vigário episcopal do Vicariato São Mateus e pároco da paróquia Bom Jesus dos Navegantes (Atalaia Velha). As marcas dos seus 25 anos de ministério sacerdotal estão ainda no Seminário Maior Nossa Senhora da Conceição, onde atuou por vários anos como diretor pedagógico, e nas três comunidades paroquiais em que serviu: São Francisco de Assis (Santos Dumont), São Marcos Evangelista (Marcos Freire 1) e Jesus Ressuscitado (Jardins).

O padre Manoel Barbosa compartilha com todo o povo de Deus da Arquidiocese de Aracaju uma mensagem alusiva aos seus 25 anos de ordenação sacerdotal.

Eis a mensagem na íntegra:

"Sempre prefiro comunicar-me mais verbalmente a por escrito, embora quando o faça sempre coloco as minhas digitais, sobretudo em tempos de disseminação de “fake News”, detesto apócrifos e coisas do gênero.

SACERDÓCIO CRISTÃO:

Misto de Alegria e Dor!

Busco responder à minha própria indagação e, provavelmente, à do irmão Padre Genivaldo, bem como a de tantas outras pessoas: o que significa celebrar 25 anos de Padre?

1. Alegria e Dor

Não significa que por este ser um momento de profunda ação de graças, deva-se trascurar sua conotação também sacrificial.

Não esqueçamos que, enquanto memória do Mistério Pascal, a Eucaristia é ressurreição e morte! Sem isto não há autêntica expressão Pascal.

Por isso, o que colocamos no coração de Jesus-sacerdote hoje, Pe. José Genivaldo e demais irmão e irmãs, são exatamente nossas experiências de vida e de morte, ao longo desses 25 anos de ministério Ordenado.

Jesus nunca prometeu aos que o seguem uma vida só de alegrias, de felicidades e de vantagens. Ao contrario, sempre falou de renúncias de morte e de cruz; claro que para realçar o gosto, o sabor e a vitória, da bem-aventurança e da paz (cfr. Mt 10, 17 – 22; Mc 10, 30; Lc 9, 24 - 23).

2. O joio e o trigo (Mt 13, 24 - 46)

Penso que a clássica parábola do joio e do trigo tanto do ponto de vista pessoal, quanto pastoral e também da convivência presbiteral, expressa com maestria o exercício do ministério sacerdotal Ordenado.

Hoje somos profundamente gratos a Jesus-sacerdote que somente por sua imensurável misericórdia nos associou ao seu Sacerdócio. Somos agradecidos à Santa Igreja que nos acolheu e nos confirma por esse caminho do discipulado, nas pessoas dos nossos Epíscopos e dos nossos irmãos Presbíteros, dizemos de todo coração e com toda nossa alma: obrigado eternamente! Expressamos ao povo de Deus, a nossa gratidão pelas orações, pela amizade sincera, pela solidariedade e pela paciência ao longo do caminho.

Também colocamos na santa hóstia elevada sobre o altar, o desagravo pelas perseguições, pelas “queimações”, pelas contrariedades, invejas, ciúmes, e maledicências, ao longo desse mesmo caminho. “Tudo para a Gloria de Deus”! Como nos ensina o Apóstolo Paulo (cfr. 1Cor 10,31).

3. A configuração a Jesus - Sacerdote

Sem a perspectiva do grão que “morre” para gerar novas plantas (cfr. Jo 12, 24), torna-se inviável a consagração ao Senhor; vazia a pregação do Evangelho e etério nosso ministério.

Grande motivação tem nos concedido o bom e supremo Pastor em nos conceder “nesses tempos”, o grande Profeta, o Papa Francisco, que embora, em parte, como João Batista no deserto, tem nos apontado, dentre tantas outras prerrogativas, o caminho sacerdotal enquanto primazia do discipulado mais intenso e fecundo, do aprendizado da cruz, fugindo das ilusões e das pretensões!

4. A Palavra, a Oração e a Missão

“O Senhor me ungiu ministro do Evangelho e Pastor do seu povo” (Is 61, 1); “Consolidai a vossa vocação” ( 2Pd 1, 10). Eis os lemas dos nossos ministérios, Pe. Genivaldo. Em tempos como os nossos, vivendo uma “sociedade líquida”, na qual tudo o que é sólido desmancha no ar, cabe-nos reafirmar o desejo de sermos fieis e perseverantes no cumprimento da vocação e este, creio, é o momento de fazê-lo.

A Palavra de Deus para o discernimento de sua santa Vontade, a oração enquanto atmosfera sadia para o reavivamento do Dom de Deus que recebemos pela imposição das mãos (cfr. 2 Tm 1, 6-11) e a missionariedade que constituiu o nosso berço vocacional, com a motivação do saudoso e querido Pe. José Manuel Araújo, bem como continua a constituir a essência de nossa ação pastoral até hoje, tanto a minha quanto a de Pe. Genivaldo Garcia, são seguramente, a rocha sobre a qual vimos construindo e esperamos, na graça divina, continuar edificando as nossas “casas” (cfr. Mt 7, 21. 24-27).

5. O Amor a Nossa Senhora

Na sociedade das Divinas Vocações (Congregação dos Padres Vocacionistas), à qual pertencí e da qual recebí grande parte da minha formação, pela qual também nutro grande e eterna gratidão, aprendí a invocar a Mãe de Jesus como Nossa Senhora das Divinas Vocações.

A ela, hoje, confio com renovado ardor, o nosso ministério sacerdotal, Pe. Genivaldo, na certeza de que como Rainha dos Apóstolos e Mãe de Jesus-sacerdote e de toda Igreja, modelo de todas as vocações, nos impulsionará avante e nos protegerá dos “ventos contrários”, bem como de todos os perigos".

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