Dom João teve encontro com os venezuelanos acolhidos em Aracaju


Para um momento de partilha e de avaliação de como estão os venezuelanos depois da acolhida na Arquidiocese, o Arcebispo dom João José Costa esteve reunido com grande parte deles na tarde desta sexta-feira, 1º de fevereiro, na Cúria Metropolitana. Rezaram juntos e conversaram sobre as suas necessidades de adaptação.

Os venezuelanos fugiram da situação difícil em que se encontra o país de origem e estavam em situação precária no estado de Roraima e, em uma ação articulada pela Cáritas Nacional, a dom João é presidente, em parceria com o governo federal e várias dioceses, está se concretizando o processo de interiorização dessas pessoas, tirando-as do amontoado em que estavam.

Dom João destaca que esse trabalho se dá pelo caráter humanitário e de um gesto cristão. “Essas pessoas estavam vivendo uma situação de exclusão, de abandono e de forma dolorosa. Penso que acolhê-los é abraçar o próprio Cristo abandonado, imigrante e deixado à margem da sociedade”. Continua Dom João: “É um gesto concreto, mesmo não podendo receber todos, acolhemos uma pequena parcela fazendo a nossa parte”, afirmou o Arcebispo.

Os venezuelanos estão bem instalados em casas e apartamentos e a Arquidiocese já conseguiu alguns empregos e está em busca de outros para os que ainda não tem trabalho. Eles ficarão nestes locais até conseguirem o sustento e possam pagar o aluguem de suas próprias moradias, foi o que assegurou o Arcebispo.

A imigrante Mairelin Fuenmagol, em nome dos demais, agradeceu ao Arcebispo e todos que estão sempre ao lado deles para ajudá-los na adaptação e disse que todos se sentem muito bem acolhidos. “Estamos sendo muito bem tratados por todos, nos ajudam com trabalho, com a comida, pois foi duro sair do nosso país para uma realidade diferente, onde não temos família, nem casa, sendo uma aventura, mas foi necessário por conta de como estávamos passando”, relatou a imigrante.

Em Aracaju, chegaram trinta e cinco venezuelanos há quase um mês. A Arquidiocese recebeu vinte e cinco e dez foram recepcionados pela diocese de Propriá. Os imigrantes estão se adaptando bem, os filhos estão sendo matriculados e acompanhados por pessoas ligadas a Cáritas Arquidiocesana,

Segundo Tânia, secretária do Arcebispo e uma das colaborados desse projeto, os imigrantes recebem toda atenção que precisam que além da questão do emprego são encaminhados para atendimento médico quando necessitam. O próximo passo é reunir um grupo de professores voluntários para dar aula de português para facilitar a comunicação deles, principalmente na questão do emprego.


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