Páscoa: a festa do amor


Diante do mundo atual, que prega a ausência de Deus, que O marginaliza das decisões da humanidade, e que O trata como retrógrado ou mesmo, como disse Nietzsche, no ápice de sua loucura, como morto, a festa pascal prova-nos o contrário, principalmente pelo anúncio, pelo testemunho dos dois anjos às mulheres: “Por que estais procurando entre os mortos aquele que está vivo? Ele não está aqui. Ressuscitou!” (Lc 24,5).

Sim, o Senhor ressuscitou, e O sabemos; o Senhor ressuscitou, e O sentimos vivo e atuante em nosso meio pela fé. E esta verdade temos que propagar, principalmente para tantos quantos jazem sem saber, mortos-vivos, no mundo relativista que aí está, que já excluíram Deus, o Vivente, de suas vidas e permanecem na desesperança, sem, por vezes, se darem conta.

O Senhor ressuscitou, e pensam que é desvario nosso. Também o grupo dos Onze, num primeiro momento, achou que as mulheres mentiram ou estavam alucinadas. E a Igreja amante, representada naquelas mulheres, sai para encontrar-se com o seu Amado; e mais: sai para anunciá-lo vencedor. A Igreja, testemunha inequívoca, em Pedro, constata, pelos lençóis sem o conteúdo do Corpo do Salvador, que Ele está vivo.

“Mediante a Ressurreição de Jesus o amor revelou-se mais forte do que a morte, mais forte do que o mal. O amor o fez descer e, ao mesmo tempo, é a força pela qual Ele se eleva. A força através da qual nos leva consigo. Unidos ao seu amor, levados sobre as asas do amor, como pessoas que amamos descemos juntos com Ele nas trevas do mundo, sabendo que precisamente assim também nos elevamos com Ele”. Com estas palavras do Papa Bento XVI, entrevemos o sempre pertinaz reconhecimento da força do amor que nos consagra e nos fez filhos de Deus. Sintamos, pela vivência da Páscoa, este amor divino que se mostra totalmente forte, porque sentimos a redenção de Cristo, a salvação trazida por Ele, pela Sua Cruz, para uma vida nova, para uma vida na liberdade da graça.

A Páscoa é o evento do máximo amor na vida da Igreja, em nossa vida, porque o Cristo, o Vencedor, nos alcança com o Seu Sangue divino. Ele ressurge. Consigo, nos ressurge. E isto sentimos. Que este sentimento, renovado, invada as nossas vidas na certeza de que não nos pertencemos mais, mas somos unicamente Dele, sem rivais.

Padre Everson Fontes Fonseca é pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição do Mosqueiro.

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