A Trindade em mim



Hoje não quero esquecer dos padres que estão excluídos. Dos padres idosos. Enfermos. Dos condenados. Dos ridicularizados. Dos martirizados. Que estão no cárcere e na guerra. Rezo pelos padres que não estão mais no ministério Sacerdotal. A vida os fez trilhar outros caminhos. Rezo pelos que ficaram para trás. Rezo por todos os que acreditaram em mim. Na minha vocação.


Rezo pela Alma do Monsenhor Rezende que me batizou. Pelo Bispo que me ordenou. Ao Povo de Deus, a minha família. A Igreja de Aracaju. Ao povo a mim confiado. Enfim, que minha oração não seja hoje muito elevada. E que eu lembre que amanhã eu poderei fracassar e serei eu a pedir oração.


O Crisma é Cristo. E o nome da Igreja é serviço. O Sacerdócio. O padre. Quem é? Tudo e nada. Aos padres, preces e gratidão.


Ninguém pode nos roubar a nossa Alma Sacerdotal. Nem o Inferno. Nada. Ungidos para ungir. Salvar...o colo que me gerou, no ventre e na carne, me acolheu nos braços. Minha mãe. Meu pai. Minha casa. Lágrimas e amor.


É a síntese de uma vida Sacerdotal. E ninguém nunca entenderá!


Cristo lavou os nossos pés. Entremos no Mistério Pascal, no drama tenso da História. Pobre. Marcada pela Ressurreição. Logo cantaremos Glória e Aleluia. Antes, a Cruz, já glorificada.


Ó, padre, és amado! És Cristo. Na tua mendicância, és. Ergue-te!


Vosso, pe. Anderson Gomes (pároco da paróquia São Pedro Pescador).


Foto: Padre José Fernandes