A violência



A violência grassa pelo País afora. De um lado, a violência dos bandidos contra a sociedade em geral, e, em particular, contra as forças de segurança pública, que se mostra mais efetiva em determinadas partes do País; do outro lado, a violência das forças policiais contra os cidadãos. Aos dois tipos de violência soma-se a violência ocasional, provindas de situações do dia a dia, incluindo a famigerada violência contra a mulher, gerando feminicídios, e a inegável crescente violência contra pessoas negras.


A sociedade brasileira tem assistido a toda essa violência de boca fechada, na maioria das vezes. Somos meros espectadores. Apenas assistimos aos espetáculos. Até quando?

No início da semana, mais uma chacina no Rio de Janeiro, promovida pelas forças policiais. Há, nos últimos tempos, uma louvação à repressão violenta por parte de autoridades insanas e de seus apaniguados, policiais ou não.


Na quarta-feira, em Umbaúba, como o mundo inteiro já sabe, um cidadão foi trucidado pela inépcia ou pela banalidade do mal, para citar a filósofa Hanna Arendt, de alguns policiais rodoviários federais. Uma fatalidade? Sim, mas não uma fatalidade inevitável. Despreparo, destempero, arrogância, prepotência, sabe-as mais o quê.


A verdade foi que um cidadão, pai de família, com problemas de saúde, foi arrancado da vida, de sua família e da sociedade, que clamam que JUSTIÇA.


A Instituição Polícia Rodoviária Federal não deve ser confundida com a ação bárbara de seus agentes. Afinal, uns não devem contaminar a todos. Todavia, a partir da própria PRF, o que se deve esperar é JUSTIÇA, através dos meios legais para tal.


JUSTIÇA por Genivaldo. JUSTIÇA pela sociedade. Chega de violência! Basta de impunidade!

Ah, o Boletim de Ocorrência registrado pelos agentes da PRF e a nota inicialmente emitida pela chefia dos mesmos são, simplesmente, VERGONHOSOS!!! A Instituição PRF, de tantos bons serviços prestados aos brasileiros, deve passar ao largo disso. Que não se deixe contaminar.


Por fim, cabe à Igreja, inserida na sociedade, velar pela preservação da vida em todos os seus contextos. Foi o que JESUS fez. É o que ELE faria.


Pe. José Lima Santana é pároco da paróquia Santa Dulce dos Pobres (Aruana, Aracaju)