Dom João pede o retorno das filas para a recepção da Sagrada Comunhão



O arcebispo metropolitano de Aracaju, dom João José Costa, está encaminhando uma Carta Circular aos padres e diáconos da Arquidiocese com novas orientações sobre a distribuição da Sagrada Eucaristia durante as santas missas. O prelado pede o retorno do costume da formação de filas para a piedosa recepção do Santíssimo Sacramento, “respeitando o distanciamento necessário, bem como os outros cuidados inerentes à conservação da saúde do nosso povo”. Essa orientação considera a amenização dos efeitos da pandemia de Covid-19.


No mesmo documento, o arcebispo veta a utilização de pinças para a distribuição da Comunhão nas comunidades que adotaram esse procedimento levadas pela segurança dos fiéis.


Dom João Costa também enfatiza que não são mais necessários o agendamento ou a confecção e distribuição de senhas para a participação dos fiéis nas celebrações, encontros ou reuniões no interior dos nossos templos. “Encarecidamente, peço apenas que não sejam descuidados os protocolos de saúde pública para o enfrentamento da pandemia”, salientou.


Leia a Carta Circular, na íntegra:


Aracaju, 04 de novembro de 2021,

Memória de São Carlos Borromeu, Bispo.


Carta Circular 004/2021


Reverendíssimos sacerdotes e diáconos,


Diante da amenização da presente pandemia da COVID-19, agradecemos à Divina Providência a Sua ação, sempre certa e misteriosa, em favor de toda a humanidade, que, infelizmente, nem sempre se volta para o Senhor, amando-O de todo o coração, com todas as forças (cf. Dt 6,4), por um radical processo de conversão. Igualmente, como Pastor diocesano, sou grato pelos generosos e abdicados serviços prestados pelo Clero desta Arquidiocese, principalmente durante este tempo de calamidade vivenciado. As vossas atitudes são traduções de um exercício ministerial fundamentado no amor, que é o próprio Deus (cf. 1Jo 4,16).


Dirigindo-me a vós, valioso Clero, pela presente Circular, desejo que, em todas as paróquias desta nossa Igreja particular, volte-se o costume da formação das filas para a piedosa recepção da Sagrada Eucaristia, nas comunhões das nossas missas. É claro que sempre respeitando o distanciamento necessário, bem como os outros cuidados inerentes à conservação da saúde do nosso povo. Assim sendo, não é mais necessário o movimento de que, na hora da distribuição do adorabilíssimo Corpo do Senhor, o sacerdote, o diácono ou o ministro extraordinário da Comunhão Eucarística se desloque, de banco em banco, de lugar em lugar, para entregá-Lo. Excetuamos aqui, somente, as pessoas descapacitadas da habilidade de locomoção, evitando-se, assim, que elas fiquem sem receber o “Pão vivo descido do céu” (Jo 6,51.58), “que contém todo o sabor e satisfaz a todos os gostos” (Sb 16,20).


Também, nas minhas visitas às mais diversas paroquias e comunidades desta nossa Arquidiocese, tenho visto o uso de pinças para a distribuição do Santíssimo Sacramento no rito da comunhão. Sei que alguns adotaram tal procedimento levados pela segurança dos fiéis. Porém, mesmo respeitando quem, com esta preocupação, procede, desencorajamos e vetados o uso das denominadas pinças eucarísticas, que, igualmente, têm levado certos comungantes ao escândalo e comparações descabidas.


Saliento que, ao distribuir a Divina Eucaristia, o ministro que o faz, devidamente, higienize as suas mãos com álcool 70°. E, depois de higienizá-la, não tocando mais em nada (principalmente na máscara de proteção, que deverá portá-la sempre, cobrindo totalmente o nariz e a boca), distribuir o Santíssimo Sacramento de maneira piedosa e cuidadosa, porque é ele a presença real de Cristo, que nos alimenta; o que a Igreja tem de mais precioso.


Sublinho, por fim, que não é mais necessário o agendamento ou a confecção e distribuição de senhas para a participação dos fiéis nas celebrações, encontros ou reuniões no interior dos nossos templos. Encarecidamente, peço apenas que não sejam descuidados os protocolos de saúde pública para o enfrentamento da pandemia.


Na esperança de que, segundo os desígnios divinos, dias melhores e, espiritual e fisiologicamente, saudáveis virão, abençoo na autoridade de legítimo Sucessor dos Apóstolos.


Em Cristo Jesus,


Dom João José Costa, O.Carm.

Arcebispo Metropolitano