Missa de abertura da Quaresma e da Campanha da Fraternidade Ecumênica



A Quaresma, tempo de mudança e conversão, grande caminhada penitencial da Igreja, em preparação para a celebração da Páscoa, foi aberta, na catedral de Aracaju, nesta Quarta-feira de Cinzas (17), em solene celebração eucarística presidida pelo arcebispo metropolitano, dom João José Costa, e concelebrada por vários sacerdotes. Com expressiva participação de fiéis, a Santa Missa também marcou a abertura da Campanha da Fraternidade Ecumênica 2021, no âmbito da nossa Arquidiocese.


Sobre o período quaresmal, Dom João recordou, na homilia, que “estamos iniciando um tempo no qual somos chamados a nos preparar para a Páscoa, mediante uma profunda revisão de vida e de conversão”. Assinalou que as cinzas nos indicam que o nosso corpo mortal veio do pó e para o pó voltará. Para o prelado, o cristão deve tomar consciência da sua transitoriedade, da sua pequenez e de quão efêmera é a sua vida neste mundo. “Com essa consciência, não teremos atitudes mesquinhas e arrogantes, como se fossemos eternos neste mundo e superiores aos outros. Deve ser constante a busca, com humildade, de uma melhor forma de nos relacionar com as pessoas e com Deus”, enfatizou.


O arcebispo explicou que as cinzas que recebemos na cabeça não são uma porção mágica que cura, que apaga os nossos pecados e que, por si só, nos purifica. Segundo ele, as cinzas são apenas um sinal que nos indica algo mais importante: o caminho da conversão. “Esse grande apelo é dirigido para todos nós: é agora o tempo favorável, é agora o dia da salvação, rasgai o coração e não as vestes e voltai para o Senhor, é o momento oportuno para nos reconciliarmos com Deus, e com os nossos irmãos e irmãs”.


Coube ao padre Adriano Andrade, assistente eclesiástico da Equipe de Campanhas, na Arquidiocese de Aracaju, a tarefa de apresentar os grandes propósitos da quinta edição da Campanha da Fraternidade Ecumênica, que adotou como tema “Fraternidade e Diálogo: compromisso de amor” e o lema “Cristo é a nossa paz: do que era dividido, fez uma unidade” (Ef. 2.14). O objetivo principal, segundo ele, é “através do diálogo amoroso e do testemunho da unidade na diversidade, inspirados e inspiradas no amor de Cristo, convidar comunidades de fé e pessoas de boa vontade para pensar, avaliar e identificar caminhos para a superação das polarizações e das violências que marcam o mundo atual”.


São objetivos específicos da CFE 2021: denunciar as violências contra pessoas, povos e a Criação, em especial, as que usam o nome de Jesus; encorajar a justiça para a restauração da dignidade das pessoas, para a superação de conflitos e para alcançar a reconciliação social; animar o engajamento em ações concretas de amor à pessoa próxima; promover a conversão para a cultura do amor em lugar da cultura do ódio; fortalecer e celebrar a convivência ecumênica e inter-religiosa.


Concelebraram a Santa Missa os padres Antônio Peixoto (pároco da catedral), Geovani Bomfim (vigário paroquial) e Adriano Andrade, pároco da paróquia Nossa Senhora de Monte Serrat.


Fotos: Marcos Simões