Não à lacração! Sim à verdade!



No mundo atual, que não prima pela verdade, mas sim pela lacração, os cristãos têm sido tentados a pensar conforme tal cartilha e muitos acreditam que se a Igreja não atualiza tais termos não faz tais ações.


A Igreja de Teresa de Calcutá, Dulce dos Podres, Francisco de Assis e muitos outros tem sido apontada como aquela que não se interessa pelos pobres. A Igreja de Camilo Lellis, Damião de Molokai, Vicente de Paula tem sido acusada como aquela que não se interessa pelos doentes e marginalizados. A Igreja, que mantém tantos orfanatos, instituições de caridade, hospitais, projetos sociais, que escuta a todos que a ela se dirigem com atenção, tem sido chamada como aquela que nada faz pela sociedade.


Verdade ou lacração?


O pior é que muitos que são Igreja têm se deixado levar por tais afirmações e, como alguém que não conhece sua própria realidade e história, não só aceitam tais opiniões como têm sido os primeiros a propagá-las. A Igreja sempre foi e sempre será aquela que mais se interessa e põe em prática atitudes pelos mais necessitados sem preconceito ou discriminação.


Não procurem, cristãos, as obras que a Igreja de Cristo realiza exposta nos holofotes da mídia ou redes sociais, pois ela, a Igreja, não as faz para aparecer. Ela realiza suas obras seguindo o exemplo de Cristo e cumprindo o que Ele mesmo a ensinou: "Quando deres esmola que sua mão esquerda não saiba o que fez a direita” (cf. Mt 6, 3).


Que o mundo não reconheça as obras da Igreja, isso não é novidade. Agora, que os próprios membros da Igreja não sejam mais capazes de enxergá-las, porque tiraram os óculos da verdade e colocaram os da lacração, é lamentável.


Pe. Jhonatan Michael é reitor do santuário de Nossa Senhora Divina Pastora (Divina Pastora-SE)