Pe. Jadilson: temos a grande missão de anunciar e testemunhar o Ressuscitado



Com o padre Jadilson Andrade Santos, pároco da paróquia São José, iniciamos uma série de entrevistas com os presbíteros da Arquidiocese de Aracaju. O clérigo também exerce o ofício de representante do clero e assistente eclesiástico da Equipe de Campanhas. Em dezembro deste ano, ele celebra 20 anos de Ordenação Presbiteral.


Padre Jadilson, conte-nos um pouco da sua história vocacional.


Nasci e fui criado no Povoado Castanhal, zona rural de Siriri-SE. Tive uma vida normal, como todos os jovens, mas um dia fui chamado para uma missão na Legião de Maria, por conta de um trabalho que realizava na Legião de Maria. Fui ficando cada vez mais apaixonado pela Igreja, pelas coisas de Deus, até que um dia, na peregrinação de Divina Pastora, senti o chamado para ser Padre. Aquele chamado foi muito forte, pois guardei em meu coração. Em um momento oportuno, falei para minha professora de matemática, senhora Izaura, que me apresentou o caminho para o sacerdócio.


Quais as comunidades paroquiais onde o senhor já exerceu o seu ministério sacerdotal?


Ao longo desses 19 anos de sacerdócio, tive a graça de colocar o meu ministério a serviço das paróquias Nossa Senhora Aparecida (Aparecida-SE), São Miguel Arcanjo (São Miguel do Aleixo-SE) e Santa Luzia (Barra dos Coqueiros-SE), além da paróquia-santuário Nossa Senhora Aparecida (Bairro Bugio, Aracaju). Atualmente, a paróquia São José está sob os meus cuidados pastorais.


Poderia citar uma experiência marcante como ministro de Deus?


São incontáveis as experiências. Mas, algo marcou profundamente a minha vida foi quando fui visitar um paroquiano que estava internado numa situação bem complicada no hospital de Nossa Senhora da Glória-SE. Por conta da necessidade de uma cirurgia de urgência, tivemos que fazer a transferência dele para Aracaju. Depois da operação ele teve uma forte hemorragia. Naquele momento rezamos muito com a mãe dele. A hemorragia não parava, mas a misericórdia de Deus fez com que estancasse. Naquele dia, vivemos um profundo o momento de fé.

Qual é o papel de um representante do clero dentro da Arquidiocese?


Animar a pastoral presbiteral, para ser um canal de unidade entre o ordinário e o clero, para uma maior compreensão da vida eclesial. Temos ainda a missão de organizar os eventos próprios do clero arquidiocesano, como retiros, formações e momentos de confraternização.


Qual o maior desafio que a Igreja enfrenta em sua ação evangelizadora nesses tempos tão adversos?


A igreja tem a grande missão de anunciar e testemunhar o Cristo Ressuscitado. O que mais nos impactou em alguns momentos da pandemia foi a obrigação de celebrar a Santa Eucaristia com as portas fechadas. Ficamos um bom tempo longe do povo, rezando de maneira virtual. Foi muito triste celebrar a Semana Santa sem o povo. Diante de tudo isso, tivemos um grande impacto de fé. Muitas pessoas deixaram a Igreja com medo, outras por relaxamento. Depois, vem a questão financeira das nossas comunidades paroquiais, que tem gerado grandes preocupações. Acreditamos que tudo vai passar.


Como a COVID-19 impactou na sua vida e no seu ministério?


No dia 12 de maio de 2020 fui hospitalizado por complicações decorrentes do coronavírus. Foi um momento de dor muito grande, pois tive que ser levado às pressas para a UTI, visto que estava com uma grande falta de ar. Foram longos dias no hospital, mas o que me fez vencer foi a fé em Deus e em Nossa Senhora. As mensagens do povo que recebia todos os dias na vitrine da UTI, pessoas que diziam que estavam rezando pela minha recuperação. No dia 22 de maio deixava o hospital, com o coração em festa, pois, Deus tinha me dado uma segunda oportunidade.


Aqui estou Senhor para fazer a sua vontade, pois sou “SERVO POR AMOR.”


Uma palavra de fé e esperança para o povo de Deus.


Diante da situação difícil que estamos vivendo, tenhamos Cristo como meta, pois só Nele encontraremos a verdadeira paz. Ele nos convida: “Vinde a mim...”, vamos ao seu encontro para entregar em suas mãos tudo o que trazemos no coração. “Coragem, em venci o mundo”.