• Pe. João Claudio

Um breve perfil da família sacerdotal de Aracaju: o início dos anos 90.



É possível lembrar um momento da história da Igreja no qual a presença de um sacerdote era tão escassa, que quando este passava numa das regiões sob os seus cuidados pastorais determinava a ocasião favorável para a administração dos sacramentos ou seja, a presença do padre devia ser bem aproveitada para receber os sacramentos da iniciação cristã, isto é, batismo, eucaristia e crisma, e ainda o sacramento do matrimônio. Tendo assistido uma parcela do povo de Deus, o padre pegava um cavalo ou uma rural e se deslocava para outra região necessitada da mesma assistência espiritual e pastoral. Essa expressão marca o caminhar da Igreja na primeira metade do séc. XX em grande parte do Brasil.


Em meados dos anos 90 do século passado a Arquidiocese de Aracaju possuía ainda poucos sacerdotes em toda área pastoral, de modo que a celebração da Santa Missa não era comum como nestes dias. Era normal que dois ou até três municípios com as respectivas capelas estivessem sob os cuidados de um só sacerdote. Na Arquidiocese de Aracaju tinham-se os seguintes exemplos, os municípios de Maruim e de Santo Amaro, Rosário do Catete, General Maynard e Carmópolis, São Domingos, Campo do Brito e Macambira, formavam os três grupos das regiões pastorais assistidas tão-somente por um sacerdote. E ainda tantas outras passaram muitos anos sob a assistência pastoral de um só padre que organizava as celebrações da Santa Missa até mesmo por meses visando alcançar toda a região que lhe fora confiada pelo bispo em sinal de comunhão.


As cidades de Rosário do Catete, General Maynard e Carmópolis estavam sob os cuidados pastorais do Pe. José Soares de Jesus. As cidades de Siriri, Divina Pastora e Santa Rosa de Lima eram guiadas pelo Pe. Juarez dos Santos Lima. O Pe. Valdson Santos Azevedo assumiu as cidades de Maruim e Santo Amaro. Os municípios de São Domingos, Campo do Brito e Macambira foram guiados pelo Pe. Renato Gomes de Lima.


Na capital de Aracaju, a situação não era tão diferente, uma vez que por muitos anos a região pastoral do Pe. Luiz Lemper começava na Paróquia São Pedro e São Paulo, no Bairro 13 de julho e se estendia até o atual Bairro Santa Maria, e também nas regiões circunvizinhas. A região assistida pelo Pe. Luiz Lemper em Aracaju ao longo dos anos 80 e 90, representa hoje mais de dez paróquias com as capelas e seus respectivos padres. Atualmente, nos municípios da bela Arquidiocese de Aracaju já existe um padre para cada paróquia, ou mais de um padre numa paróquia, ou até mais de uma paróquia em alguns municípios.


Este é apenas um breve perfil do itinerário da Arquidiocese de Aracaju no início dos anos 90, diante do qual surge um hino de louvor e gratidão aos sacerdotes supramencionados e aos que enfrentaram este período repleto de dificuldades e prepararam o terreno eclesial e pastoral para a geração sacerdotal vindoura, numerosa e repleta de dons que emanam e conduzem ao Cristo Senhor.


Assim, pouco a pouco, a Arquidiocese de Aracaju conta com a presença de um clero numeroso, consequentemente a celebração da Santa Missa se torna bem mais frequente. A partir de então, cresce a familiaridade com Jesus Eucaristia, também através dos momentos de Adoração Eucarística, mais frequentes nas atividades paroquiais. A vida cotidiana e o sacramento da Eucaristia se tornam companheiras inseparáveis de todo coração sergipano tocado por uma mesma espiritualidade eucarística presente nas veias e na caminhada da Santa Igreja.


Pe. João Claudio da Conceição é pároco da paróquia Nossa Senhora Aparecida (Bairro Farolândia, Aracaju)

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