Uma Igreja que vivi e dou testemunho!



Eu passei 8 anos da minha vida no Seminário, tempo mínimo necessário para formação sacerdotal. Quantas dores, quantas lágrimas, quantos medos. No fim Cristo triunfou. Beijando as minhas feridas. Que Beijo! Foram anos intensos, duros, de estudo, trabalho, vida comunitária, amadurecendo na vida humana e espiritual. E vi o empenho dos nossos Bispos e formadores (cada um ao seu modo e com seus limites), dando a vida por nós. Sim, deram a vida pelo Seminário, pelas vocações.


E aqui agradeço ao povo de Deus que mantém os nossos Seminários, com a oferta, com o serviço, com a vida doada, com as orações. Parece piegas a minha prece. Que pareça! Meu coração falando.


Testemunhei uma Igreja em nós com chagas não plenificadas, ainda. Somos caminhantes. Já e ainda não. Tudo vai se consumar. Nas chagas do Ressuscitado. Plenas. Não há Páscoa sem chagas abertas. Sem feridas da Paixão. Eu não acredito na Igreja da acusação, da condenação. Que fala do Catecismo sem falar e viver da Palavra de Deus. Essa igreja é falaciosa, gosta de aplausos, gosta de polêmicas, fala mal dos nossos Bispos. Falta fé, esperança e caridade. Batizados, apenas. Essa igreja é mundana, perversa, sem Espírito.


Repito, minha prece é de vida, de verdade, de plenitude. Quero falar da Igreja Mãe e Mestra, que ajudou a tantos a se tornarem o que são. Como eu, um pobre jovem da periferia que, graças aos estudos no tempo de formação no Seminário alcancei. E dei tão pouco de mim. Essa Igreja que ajuda a tantos jovens a crescerem humanamente, que dá oportunidade de recomeços. De vencer na vida. Eu sou prova viva disso. Mentira padre! Por que sou padre? Certamente Cristo me chamou, e certamente a Igreja me elegeu, disse na voz do povo e dos pastores da Igreja: sim. Dou testemunho de que ele é digno. Digno, salvo, eleito para dignificar, salvar, eleger. Que Igreja bela, porque o rosto dela é Belo: Cristo.


Essa igreja das redes, dos anátemas, das polêmicas, das mentiras, das acusações. Eu sei na pele que a Igreja (em nós) quando se deixa salvar, evangeliza e salva. É como essa foto, que ilustra este artigo. Um fraco e um servo. Eu, você. Quem és, cristão? Quem és, Jesus? Amor e Cruz. Meu alfabeto... Vosso, Pe. Anderson Gomes, pároco da paróquia São Pedro Pescador (Bairro Industrial, Aracaju)